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Confiança cresce com mais força sob Bolsonaro do que em eleições anteriores

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O fim da última eleição presidencial teve efeito positivo mais forte sobre a confiança do empresariado do que o observado nos quatro pleitos anteriores. Segundo levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), que calcula o Índice de Confiança Empresarial (ICE), o indicador cresceu 7,2 pontos de novembro a janeiro em relação a outubro de 2018.

Tomando como base os meses de outubro em que ocorreram as quatro eleições antecedentes à de Jair Bolsonaro (PSL), a maior alta no trimestre seguinte se deu em 2002, quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se elegeu pela primeira vez. Na ocasião, o ICE aumentou 3,6 pontos. Depois disso, nas duas vezes em que a petista Dilma Rousseff assumiu a Presidência, houve impacto nulo: em 2010, o índice caiu 2,3 pontos e, em 2014, recuou 3,3 pontos.


Para economistas, o efeito "lua de mel" maior no pleito de 2018 se deveu, em primeiro lugar, à base de comparação bastante deprimida: em outubro do ano passado, o ICE ficou em 91,2 pontos, acima apenas do registrado em igual mês de 2014, quando marcou 87,7 pontos. A grave recessão que o país atravessou em 2015 e 2016 e o fraco ritmo de reação no biênio seguinte deixaram, agora, as empresas com maiores expectativas sobre a mudança de rumo da política econômica e seus impactos positivos na atividade, avaliam os especialistas.

A melhora mais significativa do humor do empresariado faz parte do cenário mais otimista para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, que, pelo consenso de mercado, vai crescer 2,5%. Especialistas ponderam, no entanto, que o avanço acentuado do ICE neste início de ano pode ser um alarme falso: o impulso da confiança na atividade econômica só vai se concretizar se, primeiro, o novo governo conseguir entregar de fato maior crescimento, movimento ainda não visto nos dados de atividade já conhecidos.

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