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Brasil está cada vez mais caro

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Confira em que estamos pagando mais.

Nunca se ouviu tanto falar em aumento no Brasil. Aliás, nunca se viu, de fato, aumentos, de uma vez só, em gastos fundamentais ao cotidiano dos brasileiros. A gasolina e a energia são as mais comentadas quando se fala no assunto. Mas, o que alguns desconhecem é que não são apenas elas que está tornando um país de terceiro mundo, o mais caro.

De acordo com a Receia Federal, houve aumento no Programa de Integração Social (PIS), na Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), bem como na Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre o preço dos combustíveis.

 Já o Imposto sobre Produto Industrializados (IPI) cresceu para os atacadistas de cosméticos, a alíquota subiu de 9,25% para 11,75%.  O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) no crédito para pessoas físicas teve o valor da alíquota dobrado, de 1,5% para 3% ao ano. Na abertura da operação de crédito o valor da alíquota se mantém em 0,38%. Dessa forma, o tomador de crédito, que pagava 1,88% ao ano, passará a pagar 3,38%. Todos esses aumentos entraram em vigor nos correntes dias desse ano.

Na prática, todo esse percentual é sentido mais claramente no bolso do brasileiro assalariado. Serviços e produtos fundamentais para o dia a dia tornam-se opções quase inviáveis.  A exemplo da mobilidade que é uma necessidade indispensável e ficou mais cara devido ao aumento da gasolina desde o dia 01 de fevereiro, conforme Decreto presidencial publicado no Diário Oficial da União.

No Decreto, ficou estabelecido que o aumento seria de R$ 0,22, mas foi possível ver postos aumentarem o valor dos combustíveis acima do permitido. Aumento que reflete no preço da tarifa de transporte público, que em algumas capitais, o reajuste chegou a R$ 0,50 de diferença. O Diesel também subiu em 0,15 centavos.

Os alimentos, essenciais para o consumo diário de todos, também foram alvos dos aumentos. Alguns chegam a 10 vezes mais do que a inflação oficial. A cesta básica, por exemplo, registrou alta em fevereiro, segundo os levantamentos realizados em 14 das 18 capitais do Brasil, pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As maiores altas foram em Natal, Salvador, João Pessoa e São Paulo. Produtos como feijão, tomate, café em pó e óleo de soja tiveram predominância de alta nos preços das capitais.
Em João Pessoa o acréscimo foi de 2,64%, segundo estudo do Instituto de Desenvolvimento Municipal e Estadual (Ideme). O percentual acumulado anual é de 5,78%. O custo total da cesta ficou de R$ 295,52 – o que representa aproximadamente 37,50% do salário mínimo nacional.

Luz, câmera, com menos ação. A energia é mais uma que integra a lista dos aumentos. Em 27 de fevereiro, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o aumento da energia elevando os índices em até 39,5% em algumas regiões do país, sendo a média nacional de 23,4%. Esse aumento influenciou na conta de água que, consequentemente, teve um acréscimo de até 16,20%, como no Distrito Federal. Na Paraíba o reajuste foi de 9,96%.
E viajar então! (que é uma conquista adquirida cada vez mais pelos brasileiros) tem um novo obstáculo a ser enfrentado. O seguro-viagem que é necessário para quem quer sair do país e recomendável para viagens nacionais aumentou em 63%.

E para terminar (a matéria, não os aumentos), até a conclusão dessa reportagem, o dólar estava na sexta alta do dia somando o acréscimo de 2%, fechando em R$ 3,12.
Esse ‘pacote de benefícios’, são medidas anunciadas pelo Governo Federal para sanar os cofres públicos. O impacto deve resultar em uma arrecadação extra de R$  20,6 bilhões ao longo deste ano.

Por: Andrêza Andrade, da Redação.

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